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EDIÇÃO NÚMERO
Sou um perpétuo provisório Sou nômade, sou desembaraço Nômade no ponto e na linha Nômade no plano e no espaço E alcancarei de acaso, de momento Ser nômade também no tempo. Um nômade de nome e sentimento Que some, ora demora, ora adianta Levanta, se devora, se consome Um ente multiforme Serei nômade enquanto me couber Seguirei enquanto me for nada Enquanto houver de me ser dada A estrada E quando me faltar, nomadirei Nem nômade serei, mas estarei, Meu nomadismo se transformará constante Serei nômade porque estarei presente Constante nômade imobilidade Constante entrarei na eternidade.
era o Enéias... sem barba. a Flávia ganhou Escrito por Rogério às 22h36 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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