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EDIÇÃO NÚMERO
Estive pensando sobre Brasília... É mesmo uma pena que aquela cidade linda, arrancada do cerrado, a única capital modernista do mundo e sem dúvida uma das maiores criações da nação brasileira (junto com a bossa-nova, a caipirinha, o gol de bicicleta e a urna eletrônica) tenha como objetivo principal acomodar e proteger essa cambada de safados que são os nossos deputados. É como echer de merda um baú de ouro. Poucas pessoas compreenderam na inauguração da cidade em 1960, e nos longos anos de ditadura que se sucederam, a função daquela longa esplanada, da imensa praça dos três poderes projetada por Niemeyer (essa praça é projeto do Oscar, não era parte do plano piloto de Lúcio Costa). Apenas nos anos 90 é que ela revelou sua função: é o lugar do povo, das manifestações, do protesto. Foi tomada pelos caras pintadas, pela festa da posse do Lula. E agora, será invadida novamente, contra o mensalão. Bem ou mal, JK plantou essa grande idéia no meio do planalto central. Imagina se fosse no Rio, ou em SP. Aquele lugar iria pegar fogo, o povo iria ter voz (pra mim, colocar os políticos tão longe das grandes cidades é conveniente demais...). Mas nada disso tira a beleza da cidade. Com todas as críticas e questões levantadas (que nós, arquitetos, já cansamos de discutir), ela é um símbolo da capacidade do Brasil. E de que o Brasil pode dar certo, basta que "Brasília" não atrapalhe. Este soneto eu fiz em 2001, quando passei uns dias na cidade na casa da minha querida Paulinha. Mas poderia ter sido feito ontem...
SONETO PARA BRASÍLIA Brasília que nasce estrada, Escrito por Rogério às 23h00 [ ] [ envie esta mensagem ] MICROCONTO
Perdeu a esperança e o equilíbrio Na sacada do edifício.
nota: adilson, o paulo lima é mesmo um ridiculo Escrito por Rogério às 17h22 [ ] [ envie esta mensagem ] CUIDADO COM O JEFFERSON
Todo o mundo acompanha, muito ou pouco, bem ou mal, os procedimentos das CPIs em atividade no congresso. Tanto escândalo, tanta lama, que às vezes a gente duvida que sobre alguém limpinho. Inclusive EU e VOCÊ! Peraí. Eu e você? Não sei quanto a você, mas acabo de descobrir que eu também, junto com alguns amigos, fui beneficiário do dinheiro suspeito do senhor Marcos Valério, carinhosamente chamado pelo Roberto Jefferson de "carequinha". Eu explico: Em 2003, eu e um grupo de alunos da UEL (Silvinha, Qui-Qui, Lucy e Puf) participamos de um concurso de arquitetura que estava acontecendo na cidade: "Concurso de Idéias para a Avenida Saul Elkind". A av. Saul Elkind é a principal via da zona norte de Londrina, uma área de conjuntos habitacionais (o famoso "cincão"). Nosso projeto ficou muito bom. Além de uma nova rotatória no cruzamento com uma rodovia, propusemos alterações na calçada, nas faixas de rolamento, na vegetação. Novos edifícios públicos, projetamos praças, subprefeituras, biblioteca. Tudo ok. Nosso projeto foi escolhido e acabamos vencendo o concurso. Em 2004 recebemos como prêmio, R$1500 reais em dinheiro, em um envelope (pelo menos não era em uma cueca...). O problema é o seguinte. Quem organizou o evento (isso eu fui saber depois) foi o então candidato a prefeito de Londrina ALEX CANZIANI (depois fiquei sabendo que o concurso era parte da campanha dele para conseguir votos na região norte). ALEX CANZIANI, é o mesmo deputado federal do PTB que está em processo de cassação de mandato nâ câmara federal. E ele não é o único Londrinense. Também o deputado federal José Janene, do PL, é um conhecido trambiqueiro da região (mora bem em frente ao meu apartamento) que está sendo caçado. O PTB, no segundo turmo, apoiou a reeleição do prefeito Nedson Micheletti do PT, cuja campanha vitoriosa também está sob a investigação e sob a mira de denúncias de caixa 2. Moral da história. O meu prêmio do concurso, pago pelo Alex Canziani, pode ter vindo na cueca do Marcos Valério, gasto de campanha do PTB. Qualquer dia desses a PF acaba na minha porta. Tomara que tudo acabe em pizza... Escrito por Rogério às 12h04 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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