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DIÁLOGOS NOTA: VI O SITE ADILSON. EU MEREÇO...
Ah! Desculpe.
- Pode sentar-se. Fique à vontade. - Obrigada. - Podemos começar? - Como quiser. - A senhora permite que eu grave a nossa conversa nesta fita? - . - Senhora? - Ah! Desculpe; Claro doutor. Distraí-me com esta sala. É bem diferente do que eu imaginei. Essa mesa, esses papéis. Essa bandeira do Brasil... - Todas as salas são assim minha senhora. Pode dizer o seu nome completo? - Doralice. - Doralice...? Seu nome Dona Doralice, completo. Pra onde a senhora está olhando? - Esse vidro atrás do doutor. Tem um homem passando de lá pra cá com uma pasta. Ele fica olhando aqui pra dentro. Achei que seria mais... particular. - Não se preocupe com ele minha senhora. Pode dizer o seu nome completo? - Ah! Sim claro. Desculpe. Doralice Atenas de Camargo. - Atenas de Camargo. - Atenas? Eu disse Atenas? Ai doutor, desculpe. É Esparta. Doralice Esparta de Camargo. Que tolice a minha, errar o meu próprio nome. Mas Atenas, Esparta... Eu vivo me distraindo e... - Tudo bem. Preciso que a senhora preste muita atenção em tudo o que disser. Quem mandou a senhora aqui? - Foi o meu filho. - O seu filho tem algum problema? - Claro que não. Ele só estava meio impaciente com esse meu jeito... - O seu filho agrediu a senhora? - . - Dona Doralice, a senhora pode prestar atenção em mim? - Ah sim doutor! Desculpe. - O seu filho agrediu a senhora? - Não doutor. Que idéia. - O seu filho tem problemas com drogas, álcool? Tem inimigos? Teve alguma discussão ou manteve comportamento estranho nos últimos dias? - Doutor. Não há nada com o meu filho. O problema é comigo. - A senhora tem problemas com drogas, álcool? Tem inimigos? Teve alguma discussão ou manteve comportamento estranho nos últimos dias? - Não senhor.
CONTINUA AÍ EMBAIXO Escrito por Rogério às 10h33 [ ] [ envie esta mensagem ] DIÁLOGOS (continuação)
- Como a senhora chegou aqui? - Eu vim de ônibus. Meu filho queria me trazer. Mas eu disse que eu não sou uma velha inútil. Ele disse: mas mamãe, a senhora é tão distraída. Eu disse que podia vir sozinha. Peguei o endereço e vim. - Está certo. Vou manter a calma. A senhora precisa me dizer exatamente o que aconteceu pra que ele a mandasse para cá. - Tudo bem doutor. - Então prossiga. Dês de o começo. - . - Dona Doralice. Por favor. - Ah! Desculpe. - Sua história. - Meu marido chegou em casa na terça-feira passada. Eu estava no jardim e ele estacionou o carro na garagem. - Qual a marca e a cor do carro? - Ora. É um... Como se chama. Aquele carro antigo que mais parece um chapéu desses de guerra. Aquele gordinho, pequenino. Parece um menino de boca cheia, estufando assim as bochechas. - Um fusca. - Isso, um fusca. Vermelho. Vermelho não, branco. Acho... - Tudo bem. Continue. - Na verdade nunca prestei muita atenção. - Tudo bem. Continue. - . - CONTINUE! - Ah! Desculpe. - E pare de se desculpar!!!! - Ah! Desculpe. Ahm, desculpe... - Dona Doralice. Por favor. O que a senhora tem para falar? Porque veio até aqui? - Ah doutor. Eu fiz alguma coisa! Eu não me lembro. Acho que entrei na casa errada, na vizinha, a dona... Dona... Ai como é o nome daquela mulher meu Deus? O fato é que meu filho disse que eu andava muito esquecida, muito distraída. Que estava ficando perigoso. E disse que eu devia procurar um médico, um desses pra cabeça, um... - Um psiquiatra? - Isso. Um psiquiatra. - Dona Doralice. Preste atenção. Olhe pra mim. Eu preciso saber o que aconteceu, o que a motivou a vir até a minha delegacia. - Delegacia? Escrito por Rogério às 10h31 [ ] [ envie esta mensagem ] oi gente o blog está parado porque tive problemas de tempo, e agora estou com problemas logísticos. os posts estão prontos. é só postar. atualizações no fim de semana! até Escrito por Rogério às 19h00 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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