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COISAS QUE EU NÃO SEI FAZER COISAS QUE EU NÃO SEI FAZER (4): O MEU LENDÁRIO SENSO DE DIREÇÃO Quem me conhece sabe como é: marcou comigo e eu atrasei, eu saí e não voltei, simplesmente fui ali e desapareci – é bem provável que eu tenha me perdido. E tudo é motivo. Cidade que eu não conheço é desorientação na certa. Primeira vez que eu venho aqui? Situação de risco. Passei do quarto para a sala? Bom, se a casa for grande... Claro que algumas situações são tragédias anunciadas. Loja de esquina por exemplo. Você entra por uma porta, se demora um pouquinho lá dentro, e acaba saindo pela outra pensando que é a mesma por onde você entrou, pega a rua errada e pronto, se perdeu. Quem nunca passou por isso um dia? Tudo começou quando eu me perdi dos meus pais no aeroporto de Congonhas. Na época eu era apenas um desorientadozinho de 4 ou 5 anos de idade. Depois eu me perdi na praia. Depois eu me perdi em São Paulo, em Curitiba, em Ouro Preto, em Parati... Eu já me perdi em tudo o que é canto. Se tivessem me amarrado no pé da mesa depois do episódio do aeroporto... Mas perder-se é uma característica humana. Se não fosse, não teriam inventado a bússola, o mapa, o guia 4 rodas, a seta, a placa de sinalização, posto de informações, o GPS. Alguns dos mais importantes fatos da história foram protagonizados por heróis completamente perdidos... Como você acha que Colombo chegou na América? Dizem que aquele chinês que parou em frente ao tanque na Praça da Paz em Pequim só queria uma informação: estava perdido... Por isso é que assumo publicamente o meu alto grau de capacidade potencial perdimentístico, com muito orgulho, e lanço uma campanha: desnorteados de todo o mundo, uni-vos. A cidade precisa ser adaptada aos cadeirantes, aos cegos, e aos perdidos! Placas de indicações públicas, quarteirões quadradinhos, indicações, postos de informações, além do sonho do GPS próprio. Vou fundar um sindicato e convidar o meu pai (ele é tão perdido quanto eu...). COISAS QUE EU NÃO SEI FAZER (5): DESAFINAR / BATER PALMA FORA DO RITMO É verdade, é dificílimo. Você desafinar ou sair do ritmo, conscientemente, é bem complicado – acaba entrando no ritmo sem querer. Em compensação, tem pessoas tão desafinadas e que batem palma tão fora do ritmo que se você fica prestando atenção se embanana todo. Quem é músico sabe o que eu to falando. Escrito por Rogério às 00h19 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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