O Natal está chegando e Papai Noel evita dizer o que vai trazer para as crianças.“Quem tiver sido bonzinho será recompensado” diz o bom velhinho.
Para os analistas, a presença de Papai Noel no Paraguai na última semana indica que esse ano muitos terão que se contentar com eletrônicos piratas. A acessoria de Papai Noel não confirma a especulação.

 


Rogério na Usina de Letras
Larissa
Liliane Prata
Lígia Manccini - Fotografia e poesia
Terráquea
Lígia Manccini - O canto da poeta

 

 

O sapateiro grego Gatus Nakacholus saiu de casa na última terça-feira carregando um gato na cabeça. Segundo Nakacholus, ele não havia percebido a presença do felino, embora achasse mesmo que seu chapéu estava mais pesado do que de costume, além de miar de vez em quando.
Este não é o primeiro caso de animal na cabeça. Em 1874, o chinês Ka Be Shao foi ao trabalho levando um urso panda dentro de seu capacete. “Não sei como ele entrou aí”, disse o chinês.

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EDIÇÃO NÚMERO

 



AFORISMOS DEMOCRÁTICOS (2):

Tem dias em que a gente quer sumir. Como eu disse para a minha amiga Flávia Bounassar por esses dias, tem horas em que a gente queria ir pra bem longe, um lugar onde a gente podia começar de novo, desconhecidos, sem o nosso passado e os nossos fantasmas para nos assombrar. Claro que isso é impossível.

Mas o que importa isso né? Estou aqui porque, nessas horas, é comum ouvir: "vou fugir, vou-me embora pra Pasárgada".

É este o post de hoje. Sem muita criatividade porque acabei de compor uma canção enorme e a minha criatividade esgotou. Fica aqui o poeta (e arquiteto, sabiam?) Manoel Bandeira.

ps: domingo haverá uma novidade no blog. é uma surpresa. aguardem...

 

Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

 Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

 E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

 Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

 E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira


Escrito por Rogério às 00h21 [ ] [ envie esta mensagem ]



COISAS QUE EU NÃO SEI FAZER (3)

NOTA ANTES DO POST: Há um novo serviço do USINA DE LETRAS (o site onde eu publico meus poemas) onde vc cadastra o seu e-mail e é avisado cada vez que eu publicar um poema novo. Se alguém se interessar, acesse o link do usina de letras aqui do lado. Valeu!

 

            Ontem, dia 8, foi o dia internacional da mulher. Este post é em homenagem a este dia! Não há criatura mais doce do que a mulher, não há criatura mais encantadora do que a mulher... E afinal de contas, não há melhor motivo para um poema do que a mulher (ainda mais se for a mulher amada...).

            Falar da mulher é a grande delícia de qualquer poeta, já que a mulher amada é a própria poesia. Mas, sinceramente... Com a exceção do Chico Buarque e do Manoel Carlos, para todos os outros homens a mulher é um poema cheio de graça, de beleza, de leveza, de encanto, mas que no fundo não faz o menor sentido...

 

Coisas que eu não sei fazer (3): Entender as mulheres.

            Besteira acreditar que uma gotinha de água e sal não possa causar ferimentos graves. Principalmente se essa gota escorre dos olhos de mulher amada. E ela virá! Ah, sim. E virá no instante em que você mais desejaria atirar a sua bem-amada pela janela, numa linda e delicada defenestração. Aquela gota inesperada riscando o rosto, até as bochechas, num impacto equivalente a um coice de mula direto entre os seus olhos.

            E quando esperar uma lágrima, encontrará um sorriso. E quando esperar uma jura de amor, encontrará uma provocação de ciúmes (a jura virá quando se esperava uma noite solitária, distante do seu amor). E o que é pior! Se a lágrima é um coice de mula, o sorriso é um banho de rosas... O ciúmes te invadirá como uma gota de tinta na água. E esperará a jura de amor como se nada mais andasse sem ela, e não fosse possível respirar, ou se deitar, ou levantar, ou se alimentar corretamente.

            A essas alturas, toda a racionalidade e a estabilidade masculina já está no espaço.

 

            Deixarei aqui 2 poemas sobre a mulher. Quem sabe a poesia ilumine esta escuridão total que é a alma feminina?


Escrito por Rogério às 00h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



 

SONETO DE LUZ E TREVA

 

Ela tem uma graça de pantera

No andar bem comportado de menina.

No molejo em que vem sempre se espera

Que de repente ela lhe salte em cima.

 

Mas súbito renega a bela e a fera

Prende o cabelo, vai para a cozinha

E de um ovo estrelado na panela

Ela com clara e gema faz o dia.

 

Ela é de capricórnio, eu sou de libra

Eu sou Oxalá velho, ela é Inhasã

A mim me enerva o ardor com que ela vibra

 

E que a motiva desde de manhã

- Como é que pode, digo-me com espanto

A luz e a treva se quererem tanto...

 

Vinícius de Moraes

 

 

LUA ADVERSA

 

Tenho fases,

como a lua Fases

de andar escondida,

fases de ir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vem,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases, como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...

 

Cecília Meireles


Escrito por Rogério às 00h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



CUIDADO COM A TESTA CONVIDA (1)

CUIDADO COM A TESTA CONVIDA (1): Caco Penna

 

Meu irmão Caco, por enquanto, foi o único a atender o meu pedido de participações no blog! Acabei de receber sua primeira contribuição. Outras virão! Continuo esperando posts de outras pessoas (era a idéia do blog, dês de o começo). Se vc quiser postar tb (principalmente falando sobre um assunto relacionado a arte, quem fotografa, atua, escreve, e por aí a fora, pode mostrar e falar sobre sua arte aqui!!!), o espaço está aberto.

Até mais.

 

Eu sei o que você fez no versão passado

 

Andiamo Via! Pois é, invasão de blog. Na caruda. Do outro lado desta página (ou seria mais adequado dizer, desta tela?) escreve o Caco. Caco Penna. Qualquer semelhança com o sobrenome do Roger não é mera coincidência.

            E vamos que vamos. Ao menos enquanto podemos ir. Isso porque nossos direitos de ir e vir estão cada vez mais comprometidos.

            A nova moda entre os empresários mundiais é um microchip subcutâneo que te rastreia 24 horas por dia. Dizem que é para prevenir de seqüestros. Sua vida é toda supervisionada por uma central, claro, americana. Caso você mude a sua rotina sem avisar a base, eles mandam um helicóptero atrás de você em qualquer parte do mundo (isso, inclusive, aconteceu com um sujeito que resolveu ir pra um cruzeiro de navio sem avisar a maldita base. Já da para imaginar a cena...) Coisa de Power Rangers!

            A idéia inicial desse sistema era rastrear animais. Animais! Parece ser nisso que estamos nos transformando.

            Claro que mamães preocupadas e namoradas ciumentas irão adorar a novidade. E tudo segue uma seqüência lógica: após as famosas câmeras “Sorria, você está sendo filmado”, os celulares, os celulares com identificador... tudo para que você seja cada vez mais encontrado (principalmente quando você mais quer se esconder)

            E é quando o português atende o celular: “Ó Maria, como me achaste no motel??”

            E nem as criancinhas estão livres. Titio Bill Gates acaba de apresentar ao mundo um ursinho de pelúcia com câmera e comunicador.

            É a era do Grande Cabrito (ou Big Bode... como queiram)

            Caso queiram me encontrar, perguntem para a CIA. Eles saberão como fazê-lo.. brrrr

            Até a próxima!


Escrito por Rogério às 18h45 [ ] [ envie esta mensagem ]




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