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CADERNO DE EXERCÍCIOS (2) CONFISSÃO Confesso, para o bem da consciência MAIO/2004 http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=88663&cat=Poesias&vinda=S Escrito por Rogério às 00h24 [ ] [ envie esta mensagem ] BIOGRAFIA (1) Por ocasião da morte de Rogério Penna Quintanilha, neste dia, publicamos esta sua breve biografia, a ser dividida em algumas partes. 1981 – Nasce em São Paulo através de cirurgia cesariana pois chegou atrasado ao próprio parto (há quem diga que não queria vir ao mundo). No hospital, sua mãe foi transportada em uma maca, sedada, por uma escada helicoidal, iniciando seus problemas com a arquitetura. 1986 – Tem sua lembrança mais remota: O pênalti perdido por Zico na Copa do Mundo do México. 1991 – Transfere-se com a família para Presidente Prudente. 1994 – Inicia os estudos no violão. 1998 – Funda o “Falso Dogma”. 1999 – Dissolve o “Falso Dogma”. 2000 – Transfere-se para Londrina para cursar Arquitetura e Urbanismo. 2002 – Escreve o “Soneto ao Gorila Albino”, fundando o movimento “Gorilismo”. No mesmo ano, compõe “Caso de Polícia”, aquela praga! 2004 – Sabe-se lá Deus como, forma-se arquiteto. Vence o I Hallel Fest, em Franca com a música “Declaração de Amor”. Compõe “Com medo do escuro”, a primeira canção infantil que não é para criança. 2005 – Trabalha como arquiteto em Londrina. Abre o seu blog, o Cuidado com a Testa, que mais tarde irá derrubar o presidente americano Arnold Schwazzenegger. Especializa-se em História e Teoria da Arte. 2006 – Casa-se por correspondência com Ticienne, que está na Itália. O casamento acaba 6 meses depois, por falta de correspondência, pois Tici fica sem selos.
continua... Escrito por Rogério às 20h58 [ ] [ envie esta mensagem ] CADERNO DE EXERCÍCIOS (2): O texto do vídeo da formatura Quem diz que ama a vida, ama a si mesmo, e ama aos seus amigos, diz três vezes a mesma coisa. Quem diz que ama a vida, ama a si mesmo, e aos seus amigos tem na verdade um único e imenso amor, indivizível. Nossos amigos são, antes de tudo, aqueles que nos constroem, e aqueles a quem ajudamos a construir. Eles nos doam seus jeitos, seus pensamentos, seus gestos, suas frases, seus mais imperceptíveis sorrisos que ficam guardados em nossos olhos e em nosso coração. Logo estamos falando como eles, andando como eles, sorrindo e chorando. Sorrindo e chorando COM eles. E quando acontece de chorarmos longe dos nossos amigos é tudo sempre muito mais triste. Longe dos nossos amigos nunca etamos completamente sorrindo, como se sentíssemos falta de nós mesmos. A amizade desafia a nossa arquitetura, e é ao mesmo tempo estrutura, proteção e abertura para o mundo. E como não sentir saudades dos nossos amigos? Difícil aceitar que a vida nos aproxime e nos afaste, e que leve embora muitos dos nossos amigos. Mas quando a lembrança for muito viva, e a saudade teimar em bater, basta lembrarmo-nos: Não somos nada além do que foram nossos amigos, e eles não são nada além do que um pouco de nós. Amigos sinceros, no fundo, são uma pessoa só.
ps: um dia, com mais calma, eu conto a história deste texto. que NÃO foi feito para a formatura (foi feito a exatamente um ano). Escrito por Rogério às 13h21 [ ] [ envie esta mensagem ] CADERNO DE EXERCÍCIOS (1) Soneto X Alcanço-te à noite, o corpo branco, http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=102446&cat=Poesias&vinda=S Escrito por Rogério às 09h26 [ ] [ envie esta mensagem ] COISAS QUE EU NÃO SE FAZER (1) E (2) Eu me orgulho em saber fazer certas coisas. Por exemplo, quero ver quem conhece mais bandeiras de países diferentes do que eu! Não vale países mais novos, já que o meu repertório vem da minha infância, de um globo terrestre e de um Atlas com 2 Alemanhas e União Soviética. Mas daí pra baixo, sei tudo! Minha vitamina de banana com leite condensado... Imbatível. Se você achava que a sua era boa, é porque ainda não provou a minha. Que orgulho! Mas tem coisas que eu me envergonho profundamente em não saber fazer. Algumas vezes, coisas que realmente ESPERAM que eu saiba. Nestes casos, só restam três alternativas: - Admitir a própria ignorância e ouvir um “como você não sabe isso???” - Quando o calo apertar, balançar a cabeça afirmativamente. Mas com confiança. E logo mudar de assunto... - Consentir publicamente, num blog por exemplo, que você definitivamente não faz a menor idéia do que tratam certos assuntos. Coisas que eu não sei fazer (1): Marcas de violão Isso serve para violão, guitarra, caixas de som, e etc. etc. etc.. Nem o modelo do meu próprio violão eu sei (e olha que eu olho pra ele todo o santo dia! – mas sei que é um Di Giorgio). Agora eu vi que é um Romeo 5, mas em 24 horas já terei esquecido. O problema é que as pessoas me vêem tocando, e imaginam que eu seja um expert no assunto. Rogério, você acha melhor eu comprar um violão Takamine nº 4 ou uma guitarra Fender modelo asa delta? Eu vi uma caixa valvulada da Brabus por 400 reais, você acha que está caro? Resposta a todas essas perguntas: não sei, não faço a menor idéia. Com muita dificuldade eu consigo acertar os dedos nas cordas. Cotações e detalhamentos técnicos: desculpe, guichê errado. Coisas que eu não sei fazer (2): Dançar forró Essa semana eu até tentei ensaiar um forrozinho em uma festa. A minha amiga que dançava comigo desistiu mais ou menos na metade da música. Depois, ela bem que tentou me ensinar uns passinhos, mas ao fim de 15 segundos (ela também não foi muito paciente, convenhamos...), desistiu. Em Parati, a Potira até que conseguiu algum resultado, mas ele se perdeu com o tempo. O que me consola é ver o meu amigo Puf dançando! Perto dele eu sou o Carlinhos de Jesus! Em Coisas que eu não sei fazer (3): o meu lendário senso de direção. Escrito por Rogério às 01h38 [ ] [ envie esta mensagem ] AFORISMOS DEMOCRÁTICOS (1): "as muito feias que me desculpem, mas beleza é fundamental" (Vinícius de Moraes) Algumas vezes uma frase de um texto, de um poema, de um discurso, acabam se tornando muito mais famosas do que o próprio textos. São os aforismos (eu adoro essa palavra!). As boas e velhas "frases de efeito". Eu sou um apaixonado por aforismos. E mexe daqui, mexe dali, às vezes a gente se depara com algumas dessas frases na sua origem. Quase sempre são textos tão maravilhosos quanto as frases, e é pena que quase sempre não nos sejam conhecidos! Então. Pra quem se interessou pelo assunto, estou criando esse tópico. Pra começar, uma clássica: "as muito feias que me desculpem, mas beleza é fundamental". Quem disse isso? Foi o poetinha Vinícius de Moraes. Onde? Nos livros Novos Poemas (II) e Poesia Completa e Prosa. O texto chama-se RECEITA DE MULHER (não é a cara do Vina?). Não vou falar muito. Enfim, Vinícius de Moraes:
RECEITA DE MULHER As muito feias que me perdoem Escrito por Rogério às 23h52 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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